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NOTA DE REPÚDIO AO CONTEÚDO PUBLICADO PELO CFM EM 18 DE AGOSTO
Publicado em 20/08/2026 - Última modificação em 20/08/2026 às 10h09
Até onde se pode ir para tentar deslegitimar uma profissão?
Usar uma tragédia individual para lançar suspeita sobre toda uma categoria profissional não é defesa da segurança. É generalização, desinformação e tentativa de deslegitimação.
O Sistema CFBM/CRBMs não compactua com irregularidades. Quem ultrapassa os limites de sua atuação deve ser responsabilizado, conforme a lei.
Mas uma coisa precisa ficar igualmente clara: a conduta de um indivíduo não autoriza ataques contra mais de 58 mil biomédicos estetas que trabalham com ética, qualificação e dentro das competências legalmente reconhecidas.
Generalizar não é proteger. É desinformar.
É inadmissível transformar a dor decorrente de um caso grave em instrumento para alimentar disputas corporativas e sustentar narrativas de exclusividade profissional.
A saúde brasileira não pertence a uma única categoria.
Ela é multiprofissional, construída diariamente por médicos, biomédicos e tantos outros profissionais que possuem atribuições próprias, responsabilidades e limites definidos.
Nenhuma profissão tem o direito de se colocar acima das demais.
Respeitar limites profissionais vale para todos. Respeitar as competências dos outros também.
A Biomedicina não nasceu ontem. Tem história, ciência, formação acadêmica, regulamentação e décadas de contribuição efetiva à saúde brasileira.
Por isso, não aceitaremos que episódios individuais sejam usados como pretexto para atacar uma profissão inteira, colocar em dúvida profissionais habilitados ou induzir a sociedade a acreditar que segurança em saúde seja prerrogativa exclusiva de uma categoria.
Segurança não se constrói com medo. Não se constrói com reserva de mercado. E muito menos com ataques institucionais.
Constrói-se com qualificação, fiscalização, responsabilidade e respeito à legislação.
A Biomedicina não pede autorização para existir. Não pede concessão de espaço. E não aceitará que tentem apagar competências conquistadas e reconhecidas ao longo de décadas.
Quem atua irregularmente deve responder pelos próprios atos.
Mas quem tenta transformar uma exceção em argumento contra toda uma profissão também precisa ser confrontado.
A Biomedicina ocupa, por direito, o espaço que a ciência, a legislação e sua competência profissional lhe asseguram.
E não será intimidada, diminuída, silenciada ou deslegitimada.
Conselho Federal de Biomedicina
Acesse o arquivo pdf: Nota de Repúdio CFBM
20 de agosto de 2026
